Nos olhos inundados de óleo, angústias frente às irresponsabilidades do antes, revolta pela omissão no durante e decepção pelo que se apresenta como depois. Limpando óleo “no braço” diversos olhares anônimos lutaram para amenizar os impactos das sucessivas ações criminosas que culminaram no maior desastre ambiental em extensão que se tem notícia no país.
O petróleo cru que atingiu centenas de praias do Nordeste Brasileiro, assim como, a fumaça das queimadas na Amazônia ou a Lama em Brumadinho e Mariana, em mais uma oportunidade, escancaram as consequências trágicas do maltrato reiterado ao meio-ambiente e ressaltam a falta de importância dispensada, oficialmente, às questões ambientais e às desigualdades regionais do Brasil.
Apesar disso, ainda há esperança. Por mais severos que sejam, os vestígios do descuidado não são capazes de ofuscar a capacidade de indignação de muitos, que se põe em ação em defesa da natureza.  As imagens surgem como retratos da força voluntária, muitas vezes solitária, na batalha pelo bem comum. Guardiões.
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