De tempos em tempos somos chamados à realidade de nossa condição, indistinta de quaisquer outros seres, integrantes do mesmo organismo complexo, vivo e pulsante.
Ações baseadas na crença de domínio sobre a natureza nos conduzem, não à destruição do planeta, este está sendo transformado e há de seguir, mas, à destruição das condições de nossa própria sobrevivência enquanto espécie.
Vivemos por conta daquilo que destruímos, até não mais haver.
No silêncio recluso de um isolamento forçado já não me reconheço.
Várias faces se revelam em processos digitais. Padrões de consumo, agora estéreis, marcam as minhas peles.
Este trabalho reúne imagens construídas a partir de autorretratos escaneados, sobrepostos com manchas aleatórias surgidas quando "comprovantes de consumo" são esterilizados com álcool a 70%.
Colônia.
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